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Módulo 1

4. Fatores que influenciam as escolhas alimentares nos adultos

O que as pessoas escolhem comer não é aleatório. As escolhas alimentares são influenciadas por muitos fatores diferentes – não apenas saúde ou fome, mas também emoções, educação, situação financeira, ambiente e estilo de vida.

Muitas vezes, esses fatores atuam simultaneamente, e as pessoas podem nem perceber o que realmente influencia as suas decisões diárias. É por isso que os hábitos alimentares são tão complexos e variam muito de pessoa para pessoa.


O nosso corpo «diz-nos» naturalmente quando estamos com fome e quando estamos saciados. Isso é regulado pelo sistema hormonal, envolvendo hormonas como a leptina, a grelina, a insulina e o cortisol. Aprenderá mais sobre como a leptina, a grelina, a insulina e o cortisol — hormonas que influenciam a fome e a saciedade — funcionam nos módulos seguintes. Se comermos de forma irregular, estivermos sob stress ou consumirmos frequentemente alimentos altamente calóricos, esses sinais podem ser interrompidos, tornando mais fácil comer em excesso ou em quantidade insuficiente. Os sabores de que gostamos também são importantes. Alguns são herdados, enquanto outros são aprendidos ao longo do tempo. A maioria das pessoas gosta de alimentos doces, gordurosos e salgados — isso é natural, pois esses alimentos eram difíceis de encontrar, mas forneciam muita energia. No entanto, hoje, quando estão amplamente disponíveis, é fácil comer em excesso, o que pode prejudicar a nossa saúde.


Às vezes, comemos não porque estamos com fome, mas porque nos sentimos mal – stressados, solitários, tristes ou chateados. Isso é chamado de alimentação emocional – a comida é usada para melhorar o humor, embora o efeito seja muitas vezes apenas temporário.

A pressão social, como a tendência para um «corpo ideal», pode levar algumas pessoas a seguir dietas muito restritivas. Infelizmente, essas dietas muitas vezes resultam no efeito ioiô – um rápido retorno ao peso anterior ou até mesmo um aumento ainda maior. Isso pode perturbar o metabolismo e levar a uma relação pouco saudável com a comida.

Aprenderá mais sobre alimentação emocional e os fatores psicológicos que influenciam a nutrição nos módulos a seguir.

Os hábitos formados em casa e as rotinas diárias também desempenham um papel importante – por exemplo, café adoçado pela manhã, lanches em frente ao computador ou comer tarde da noite.


A mídia e a publicidade têm uma grande influência sobre o que comemos. As empresas alimentícias promovem intensamente alimentos e bebidas que, muitas vezes, são altamente processados e pouco saudáveis, mas são comercializados como «adequados» ou «essenciais após o exercício».

Os anúncios publicitários visam diferentes grupos – crianças, adolescentes e adultos – e utilizam influenciadores, aplicações e até filmes ou programas de televisão para apresentar os produtos de forma apelativa. Como resultado, muitas pessoas acreditam que uma bebida desportiva açucarada é necessária após uma curta caminhada, ou que uma barra «fit» é um lanche saudável – mesmo que possa conter mais calorias do que uma refeição completa.

Além disso, o estilo de vida acelerado de hoje em dia – longas jornadas de trabalho, ficar sentado em frente ao computador, falta de tempo e comer «na correria» – também afeta as escolhas alimentares. Muitas pessoas:

  • Comer de forma irregular e com pressa.
  • Confiam em fast food, refeições prontas e snacks de máquinas de venda automática.
  • Não têm tempo para fazer compras no supermercado ou cozinhar.

Tudo isso leva a escolhas alimentares que muitas vezes são aleatórias e motivadas pela conveniência, em vez da saúde.


Os fatores económicos também têm um impacto significativo. Pessoas com menor nível socioeconómico tendem a escolher alimentos com alto teor calórico, mas com baixo valor nutricional, porque são mais baratos e acessíveis. Os preços elevados de vegetais, peixe ou produtos orgânicos podem ser uma barreira para muitas famílias. A disponibilidade de infraestruturas é igualmente importante – pessoas que vivem nas chamadas «desertos alimentares» (áreas sem lojas que vendam alimentos nutritivos) têm muito menos oportunidades de fazer escolhas saudáveis.

Todas estas condições significam que a promoção eficaz de uma alimentação saudável não pode limitar-se apenas à educação. É essencial uma abordagem em vários níveis, envolvendo tanto ações individuais como mudanças sistémicas nas políticas de saúde, no planeamento urbano, na educação, no sistema laboral e na proteção do consumidor.

ATIVIDADE INTERATIVA (10)

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