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Módulo 1

3. Princípios de planeamento de refeições e menus diários

  • manter os níveis de açúcar no sangue estáveis,
  • evitar a fome repentina,
  • melhorar a concentração e aumentar os níveis de energia.

Pesquisas mostram que uma alimentação irregular, especialmente não tomar o pequeno-almoço e comer em excesso à noite, aumenta o risco de obesidade, problemas digestivos e doenças metabólicas (por exemplo, diabetes tipo 2).

Cada refeição deve ser equilibrada, ou seja, deve incluir alimentos de diferentes grupos:

  • hidratos de carbono complexos – por exemplo, pão integral, grãos, arroz,
  • proteína – por exemplo, ovos, laticínios, carne ou leguminosas,
  • gorduras saudáveis – por exemplo, óleos vegetais, nozes, sementes,
  • legumes e/ou frutas – de preferência frescos e variados.

3.1. Número diário recomendado de porções de vários grupos alimentares (adultos com atividade física moderada)

Esta tabela mostra quantas porções de diferentes grupos alimentares devemos comer todos os dias para manter uma dieta saudável. Ela inclui:

  • a) Os nomes dos grupos alimentares (por exemplo, vegetais, frutas)
  • b) A quantidade diária recomendada
  • c) E o que significa uma porção – com exemplos simples (por exemplo, uma fatia de pão, uma maçã)

Não precisa contar tudo ao grama – trata-se de quantidades aproximadas que ajudam a planear melhor as refeições.

O número de porções pode ser ajustado de acordo com a sua idade, nível de atividade e saúde – a tabela é uma orientação geral, não uma regra rígida.

Idealmente, cada refeição deve incluir alimentos de diferentes grupos – por exemplo, vegetais, produtos à base de cereais, uma fonte de proteína e um pouco de gordura.


Na prática, pode marcar todos os dias as porções que já foram consumidas – isso ajuda a reforçar hábitos saudáveis. A tabela também pode ser usada como guia para criar planos alimentares, planear compras de supermercado ou discutir alimentação saudável.

3.2. Consequências dos erros no planeamento das refeições

Se as refeições diárias forem mal planeadas, podem surgir vários problemas de saúde. Esses problemas muitas vezes não são perceptíveis imediatamente, mas com o tempo tendem a piorar. Aqui estão os erros mais comuns e os seus efeitos:

  • Poucas refeições durante o dia – por exemplo, comer apenas duas refeições grandes em vez de 4–5 refeições mais pequenas. Isso pode levar a ataques de fome, lanches entre as refeições e flutuações nos níveis de açúcar no sangue. O resultado? Torna-se mais difícil concentrar-se e mais fácil ganhar peso.
  • Não tomar o pequeno-almoço – a primeira refeição do dia é muito importante. Quando não a fazemos, temos menos energia e ficamos de mau humor, é mais difícil concentrar-nos na escola ou no trabalho e ficamos mais propensos a comer em excesso à noite.
  • Comer em excesso ao jantar – pode causar problemas digestivos, piorar a qualidade do sono e levar o corpo a armazenar gordura em vez de queimá-la.
  • Poucos vegetais e fibras – resulta em prisão de ventre, enfraquecimento das bactérias boas do intestino (o chamado microbioma) e, com o tempo, aumenta o risco de doenças graves, como o cancro colorretal.
  • Alimentação irregular e escolha de alimentos processados (por exemplo, fast food, doces, refeições prontas) – podem levar à fadiga, enfraquecimento da imunidade, dificuldade de concentração e maior vulnerabilidade ao stress.

3.3. Consequências dos erros no planeamento das refeições

O planeamento das refeições pode parecer uma tarefa complicada, mas seguir algumas regras simples facilita a avaliação se uma dieta atende aos critérios básicos de nutrição racional. Aqui estão as dicas mais importantes:

Siga a regra do prato saudável – metade da porção deve ser composta por vegetais e frutas, ¼ por produtos integrais e ¼ por proteínas (de origem vegetal ou animal).
Planeie as refeições com antecedência – isso ajuda a evitar compras impulsivas e a escolha de produtos pouco saudáveis.
Preste atenção aos rótulos – evite produtos que contenham xarope de glicose-frutose, gorduras vegetais hidrogenadas (gorduras trans) e sal em excesso.
Tenha cuidado na preparação das refeições – cozinhe em quantidades maiores e divida as refeições para os próximos dias, a fim de reduzir a dependência de fast food.
Escolha produtos frescos, locais e sazonais – eles são mais baratos, saudáveis e nutritivos.
Não evite o pequeno-almoço e evite jantares pesados – o ritmo circadiano do corpo favorece uma maior queima de calorias na primeira metade do dia. .

3.4. Necessidades energéticas e nutricionais para adultos

A quantidade de calorias e nutrientes de que precisamos diariamente depende de muitos fatores, como sexo, idade, peso corporal, nível de atividade física e condição do corpo (por exemplo, gravidez, amamentação, recuperação de doença). Abaixo está uma tabela com requisitos aproximados — valores estimados que podem ajudar no planeamento da dieta. Cada corpo é diferente, portanto, as necessidades individuais podem variar — por exemplo, um atleta precisará de mais energia do que alguém com um estilo de vida sedentário. Importante! É sempre uma boa ideia consultar as diretrizes nacionais desenvolvidas por organizações científicas (por exemplo, institutos de saúde ou nutrição), pois as recomendações podem variar de país para país e mudar ao longo do tempo. Portanto, esses dados devem ser tratados como informações educativas, e não como um padrão rígido.

Necessidades estimadas de energia e nutrientes para adultos

Para indivíduos que realizam trabalho físico, praticam desporto ou mulheres grávidas ou a amamentar, as necessidades energéticas podem aumentar em 10 a 25%. Por outro lado, em idosos (com mais de 60 anos), as necessidades energéticas diminuem, mas a necessidade de densidade nutricional aumenta, especialmente para proteínas, cálcio, vitamina D e vitaminas antioxidantes.

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